quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sou o que sou, isso é o suficiente.

As mulheres lutaram e conseguiram muitos direitos. 
A luta ainda não acabou, ainda há um mar de coisas maravilhosas para conquistarmos.
Acho lindo as que seguem "padrões" e as que os quebram.
O mundo é grande e a beleza dele está no fato de que existe quem goste de sagu e arroz doce! rs 
Como alguém pode gostar de sagu e arroz doce? 
Ao pensar isso, estou sendo arbitrária, pois estou partindo do pressuposto que o fato de eu não gostar dessas coisas, impede os outros de gostarem.
Esses dias vimos um mar de críticas nas redes sociais a postura de Marcela Temer, a vice-primeira-dama.
Ela optou por seguir alguns padrões, só isso. 
Não significa que está certa ou errada.
Só optou.
Acho lindo quando uma mulher decide ser lutadora no UFC, como a americana Ronda Rousey. 
Um campo esportivo, visto como "masculino".
Mas se uma mulher opta por casar-se com um homem mais velho, bem sucedido, vestir-se de forma clássica, cuidar do lar e do bebê e guardar o diploma, ok também.
Somos o resultado de diversas variáveis, a história de nossos antepassados, um código genético único, experiências, sentimentos, alegrias, frustrações, escolhas das mais diversas.
Acredito que hoje ocorre não necessariamente o apoio a liberdade de escolha, mas sim, uma cobrança para que essa liberdade quebre o tabu, sempre, o tempo todo.
Mas nem todas nós queremos quebrá-lo.
Eu gosto e opto por cuidar do meu lar e do meu marido, isso não me impede de ser universitária, blogueira e modelo de comerciais.
Eu me inspiro na Audrey Hepburn e na princesa Kate.
Mas se tenho amigas musculosas, tatuadas, baladeiras, não vou criticá-las, é a escolha delas.
Mas eu só me sinto completa num relacionamento sério, com aliança e tudo. 
Há aquelas que não querem isso, querem "ficar" em baladinha, ok, vá, mas respeite as que não querem ir.
Eu em breve me formarei em psicologia, estou feliz.
Posso exercer a profissão ou não.
Ser bela, recatada e do lar é uma forma de viver.
Ser bela num padrão diferente dos que vemos nas revistas, também é válido.
Ser ousada, dançar pole dancing ou posar nua, ok também.
Ser do lar ou cientista, tudo é lindo.
Seja quem você é, eu sou o que sou, isso é o suficiente para mim, para você, para a Marcela Temer, para a Ronda Rousey e para todos nós.


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